Caiado aposta que Consórcio Brasil Central vai alavancar infraestrutura regional e acesso a medicamentos mais baratos
Azambuja é eleito novo presidente do grupo que reúne sete estados que respondem por 12% do PIB nacional O governador Ronaldo Caiado (DEM) participou nesta quinta-feira (24/1), em Brasília, da eleição do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, como novo presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central – Consórcio Brasil Central –, que reúne sete estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O consórcio, criado em 2015, envolve a região que mais cresce no país, responsável por 12% do PIB nacional e 14,3% das exportações. Fazem parte do grupo: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Maranhão e Rondônia.
Caiado destacou a força do consórcio para promover melhorias na área de infraestrutura e logística da região, - um dos seus maiores gargalos, - além da capacidade do grupo de realizar compras de produtos, como medicamentos a preços bem mais acessíveis.
“Eu acredito muito no formato de consórcio que tem uma semelhança com o cooperativismo. Ou seja, você tem uma maior capacidade de poder exigir com que obras de infraestrutura cheguem na região. Tem uma carência enorme, uma concentração na região Sul, Sudeste do Brasil. Isso ficou claro quando fiz os levantamentos dos empréstimos do BNDES. Existe uma preferência de investimentos, em torno de 85% na região Sul, Sudeste. Centro-Oeste, Norte e Nordeste ficam apenas com 15%. A necessidade nossa de avançarmos nessa parte é fundamental para o desenvolvimento, para podermos ter também melhor qualidade de renda, de IDH, enfim, termos melhor qualidade de vida”, pontuou o governador de Goiás.
Caiado acredita que a infraestrutura será a pauta prioritária do Consórcio Brasil-Central e que a união dos sete governadores trará mais força pela busca de investimentos de bancos de fomento, como o BNDES.
“Nós iremos ter audiências com o presidente do BNDES mostrando a necessidade de infraestrutura. Queremos que esse consórcio tenha resultados práticos e a fundação Dom Cabral trouxe um estudo muito importante para nós, principalmente, nessa área de logística que eu acredito muito e acho ser o ponto principal para que haja um engajamento de todos os governadores e, com isso, uma condição real para os estados do Norte e também do centro-oeste poderem se desenvolver”, explicou Caiado. Na área da saúde, Ronaldo Caiado mencionou a importância do consórcio para aquisição de insumos que abastecem os hospitais desses sete estados. Com a união das unidades da federação, é possível realizar compras maiores a preços mais baixos. “Outro ponto que é fundamental é o setor de compras. Aí sim é um ponto que penaliza cada vez mais os estados, principalmente a parte de insumos, medicamentos para que a gente possa manter os nossos hospitais e muitos medicamentos estão concentrados em apenas algumas distribuidoras ou às vezes uma. E, se nós temos a capacidade de aglutinar sete estados e sete governadores, nós podemos abrir para uma compra internacional e com isso ter uma maior capacidade de enfrentar monopólio que existe. Os medicamentos têm um preço estratosférico e muitas vezes colocando em risco a nossa gestão. Eu vejo o consórcio como uma das grandes ferramentas alavancadoras para alterarmos esse processo. O peso de sete governadores, ele não terá como pressionar um governador, ele estará pressionado sete governadores”, afirmou o governador goiano. Governador indicou Pedro Sales, secretário de Planejamento, para integrar o conselho do Consórcio Brasil Central. Estiveram em Brasília para a reunião e eleição do novo presidente do Consórcio Brasil Central os governadores Coronel Marcos Rocha, Rondônia; Flávio Dino, Maranhão; Reinaldo Azambuja, Mato Grosso do Sul; Mauro Carlesse, Tocantins, além de Ronaldo Caiado. Azambuja fica no comando do consórcio até o início de 2020, quando haverá nova eleição. Saiba mais A formação de consórcios públicos possibilita parcerias, por exemplo, para compra de medicamentos a preços mais baixos, e outros produtos e serviços já que triplica valor para determinação da modalidade de licitação pela Lei 8666/1993. Permite ainda a concretização de políticas públicas com maior abrangência e eficiência já que a região do consórcio abriga 26,2 milhões de pessoas, 12% da população nacional.
Além disso, em conjunto os estados conseguem desenvolver ações mais eficazes para fomento do turismo, diversificação da pauta exportadora e estudos para melhoria da infraestrutura regional. Hoje, cinco dos produtos que o país mais exporta tem destaque na região a exemplo do milho em que 88% do grão comercializado para outros países vem desses sete estados; carne bovina esse percentual chega a 60% e soja 46%.
Em outra frente, existe o aprimoramento da gestão pública com trocas de conhecimento técnico, científico, profissional com os demais Estados membros, o planejamento integrado e contínuo de ações e projetos e a abertura de espaços criativos para discussão e inovação.
Na área da segurança pública, existe o pacto para também troca de informações e auxílio entre os estados com servidores em caso de necessidade.