Catalão: MGO Rodovia apresenta projeto de duplicação do perímetro urbano da BR 050
- Redação
- 3 de dez. de 2018
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No final da tarde desta quinta (29/11) no auditório da Prefeitura uma audiência pública para apresentação do projeto já aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que trata da duplicação da BR-050 no perímetro urbano de Catalão. A ordinária contou com a participação de autoridades políticas, representantes de entidades classistas, comunidade e membros da diretoria técnica da MGO, concessionária que administra a rodovia e que será responsável por executar a obra.
Para esclarecer a todos, a equipe da MGO apresentou o projeto inicial concebido em 2011 onde foram identificados vários pontos inviáveis e que afetaria a população e o comércio, principalmente nas proximidades da rodovia. Após várias reivindicações a favor do desenvolvimento e pelo progresso de Catalão, solicitadas em inúmeras tratativas pelo poder executivo, em meados do ano passado, o projeto original passou por importantes alterações e foi justamente esse o foco da audiência: tornar público o projeto em execução, já aprovado pela ANTT que segue agora apenas em fase de alguns ajustes.
Durante a reunião, a equipe da MGO e representantes da própria Prefeitura responderam a questionamentos e esclareceram dúvidas de moradores.
O coordenador de projetos e faixas de domínio da MGO Rodovias, Thiago Xavier de Carvalho, explicou que o trevo de acesso à Avenida Dr. Lamartine Pinto de Avelar já está em execução e deve ser entregue no primeiro semestre de 2019.
Relativo ao trevo do Posto JK, no projeto original, consta a desapropriação de todo a área de bombas de abastecimentos do Posto JK, com exceção de parte da edificação do restaurante, sendo necessária também, a desapropriação de uma concessionária (CAPRI), nesse mesmo projeto, segundo o coordenador de projetos, ele seria inviável devido aos impactos sociais, que seriam as desapropriações do Posto JK e da concessionária de veículos, ou seja, pensaram no que vão perder esses dois empreendimentos, deixando de pensar nos quase 13 mil moradores do Castelo Branco e adjacências.
No projeto atual, para quem vêm sentindo José Marcelino ao Castelo e aos outros 10 setores, essas pessoas terão que pegar a rodovia e ir até em um trevo em frente a antiga Irmãos Soares, para assim, conseguirem entrar nessa região da cidade, ou seja, para atender apenas duas empresas, que é o Posto JK e a Capri Veículos, as pessoas terão que continuar enfrentando o trânsito pesado da rodovia, e o pior, serão obrigados a trafegar na BR 050 para acessar essa região da cidade que detém de 11 setores com quase 13 mil moradores, pois será tirado o acesso direto via José Marcelino ao Castelo Branco. Já para quem vem do Castelo, Alvino Albino, Estrela e demais setores, terá que usar esse acesso e retornar para ter acesso a cidade.
Referente ao acesso ao bairro Pontal Norte, será feito na rua paralela ao Posto Comboio, onde será construído um trevo com duas rotárias e, para entrar no setor pela Avenida Luiz Ribeiro Horta, as pessoas terão que fazer essas duas rotatórias, o que é inviável para os moradores e atenderá interesses dos proprietários do Posto Comboio. Mais uma vez o coordenador disse que teriam que desapropriar duas empresas na entrada do Pontal e a edificação onde estão instaladas as estruturas da Secretária Municipal de Saúde, ou seja, para poupar essas edificações, estão propostos a impactar negativamente a vida de mais de 4 mil pessoas que vivem no Pontal Norte.
O coordenador de projetos da MGO Rodovias, dizendo a título de esclarecimento, disse que em agosto de 2014 foi feito uma audiência pública no município de Catalão com a participação da comunidade, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da própria MGO, onde segundo ele, o projeto original foi apresentado naquela oportunidade para a população local, afirmando também que teriam ficado a cargos de montar uma comissão, o que segundo Thiago, não aconteceu. Porém, na verdade, o que aconteceu foi falta de transparência e de publicidade por parte da MGO, pois nesta última reunião ocorrida na última quinta-feira (30), ficou nítido e notório que não trata-se de inviabilidades por decorrência impactos sociais, mas sim, deixando a entender que estão buscando a atender a interesses de alguns empresários e deixando claro também, que eles não estão se importando com os impactos negativos na vida de cerca de 20 mil pessoas que moram no Pontal Norte, Castelo Branco e Adjacentes.
Sobre essa comissão de 2014, o vereador Paulo Moreira do Vale, disse que ela foi montada e que ele fez parte de tal comissão, e que um dos representantes da MGO na época, teria afirmado durante uma participação em uma sessão na Câmara de Vereadores naquele ano, afirmando que o projeto estaria pronto e que só ouviriam a presidenta Dilma Rousseff naquela ocasião para possíveis alterações. O vereador na época, o questionou dizendo que Catalão era uma cidade de faculdade e que merecia respeito, porém, nunca mais o assunto voltou a ser discutido com a comunidade.
Sobre essa comissão de 2014, o vereador Paulo Moreira do Vale, disse que ela foi montada e que ele fez parte de tal comissão, e que um dos representantes da MGO na época, teria afirmado durante uma participação em uma sessão na Câmara de Vereadores naquele ano, afirmando que o projeto estaria pronto e que só ouviriam a presidenta Dilma Rousseff naquela ocasião para possíveis alterações. O parlamentar na época, o questionou dizendo que Catalão era uma cidade universitária e que merecia respeito, porém, nunca mais o assunto voltou a ser discutido com a comunidade.
De acordo com o prefeito Adib Elias, o que for preciso fazer para o bem de Catalão e para beneficiar a comunidade o município fará. “O mais importante é que se essa cidade já é grande e tem melhorado a cada dia, todos podem ter certeza que uma obra dessa grandeza que há anos é esperada, vai transformar ainda mais Catalão”, sintetiza o gestor catalano. (texto e Imagens: Carlos Duarte para o Portal Serra Dourada News)