Atração de indústrias e a geração de empregos no Entorno do DF devem ser tratadas como prioridades p
- Redação
- 2 de mai. de 2018
- 8 min de leitura
Caiado cumpriu agenda com Wilder Morais junto com Marcelo Melo, Professora Edna e Eládio Carneiro. Necessidade de melhorias no transporte e segurança também foi debatida
A atração de indústrias e a geração de empregos no Entorno do Distrito Federal devem ser tratadas como prioridades por um futuro governo em Goiás, em contraponto ao abandono que a região enfrenta nos últimos anos. A defesa foi feita pelos senadores Ronaldo Caiado e Wilder Morais, ambos do Democratas, durante visita a Luziânia ao lado do ex-deputado Marcelo Melo (Democratas) e da vice-prefeita do município, Professora Edna (Pros).
Os dois cumpriram agenda movimentada em Luziânia junto ao segundo suplente de senador, Eládio Carneiro (Democratas), e pré-candidatos a deputado federal e estadual. Eles participaram de encontro com representantes da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial de Luziânia, concederam entrevistas, almoçaram com produtores rurais e se reuniram no fim do dia com lideranças e a vice-prefeita.
“Os desafios aqui nesta região são enormes. Embora seja o segundo maior colégio eleitoral do Estado, os moradores estão desassistidos em todas as áreas. Precisamos criar aqui um centro tecnológico, com atração de indústrias, para que os municípios como Luziânia deixem de ser cidades-dormitórios e possam oferecer condições para que os moradores trabalhem e vivam com dignidade”, salientou Ronaldo Caiado.
O senador Wilder Morais também lembrou que, embora a região do Entorno corresponda a 30% da população do Estado, ela não vê retorno por parte do governo estadual em forma de benefícios para a população. Na avaliação dele, o Entorno só irá se desenvolver na medida em que houver geração de emprego e oportunidade de estudo para os moradores.
“Só vamos mudar a realidade do Entorno trazendo emprego, mudando a realidade das pessoas. Tenho buscado trazer para cá a Universidade Federal do Entorno. Isso está no nosso foco, porque sei que uma universidade pode mudar a vida das pessoas como mudou a minha. O Estado precisa ser pensado como o todo, não focar em duas ou três cidades. Os moradores daqui também merecem ter qualidade de vida”, defendeu.
Representante do Entorno e pré-candidato a deputado federal, Marcelo Melo destacou que a esperança dos moradores é que Ronaldo Caiado e Wilder consigam trabalhar juntos em um projeto que resulte em atração de indústrias para a região. Para ele, essa certeza é o que o move a se lançar de corpo e alma na pré-campanha de ambos.
“Esperamos que Ronaldo Caiado, nosso futuro governador, e Wilder Morais, que será reeleito, possam fazer um trabalho de reinserção do Entorno no progresso de Goiás. Porque parece que vivemos em outro Estado. Tudo é direcionado para Anápolis, Goiânia e Aparecida, como se nós não existíssemos. Nunca buscaram resolver o cerne da questão, que é o desemprego e as consequências que ele gera”, afirmou Marcelo Melo.
Transporte
Outra questão que compromete a qualidade de vida dos moradores do Entorno é o transporte público. A solução do problema foi cobrada por lideranças que relataram que hoje mais de 30 mil pessoas se deslocam de Luziânia para o Distrito Federal todos os dias em péssimas condições de transporte público. Para Ronaldo Caiado, isso precisa mudar.
“Quem está na política tem obrigação de buscar qualidade de vida e resgatar a dignidade das pessoas. Hoje, por conta da Lava Jato, elas estão mais atentas à política e querem escolher políticos que sejam bons funcionários para elas, que saibam representá-las”, lembrou Ronaldo Caiado, que é autor da PEC 65/2015, que dá uma solução ao problema do transporte público transferindo responsabilidades para a União; e do projeto de lei 163/2015, que determina que parte do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) destinado a Brasília seja repassado ao Entorno.
Marcelo Melo reforçou a necessidade de Goiás e o Distrito Federal unificarem ações para resolver os graves problemas da região, como o do transporte. “Grande parcela do Entorno ainda depende do transporte diário para Brasília. Isso gera acúmulo de veículos também nas rodovias. No horário de pico fica com média de 6 quilômetros por hora. Aí são 2 horas pra ir e 2 horas para voltar do trabalho. Essa situação tem de ser encarada e próximo governo terá de abraçar de forma tenaz”, afirmou.
Segurança pública
Considerada uma das regiões mais violentas de Goiás, o Entorno do Distrito Federal ainda precisa enfrentar o desafio de melhorar a segurança pública. O tema também foi levantado por lideranças que acompanharam os senadores Ronaldo Caiado e Wilder Morais nos eventos dessa sexta-feira.
“Temos aqui cidades que já figuraram como as 20 mais violentas do País. É uma realidade triste e inadmissível. Os cidadãos ficam comandados por facções criminosas e não têm sequer coragem de ir a uma delegacia, por medo de represália. Há uma nítida ausência do Estado nessa questão”, criticou Ronaldo Caiado.
Na avaliação do democrata, o problema da insegurança pública afeta até a economia da região. “Como o Entorno poderá competir na atração de indústrias do País se não há a menor condição de segurança pública, transporte e saneamento?”, questionou. “Tudo isso leva à descrença do cidadão”, alertou o senador.
Para Ronaldo Caiado, essa condição de abandono faz com que Goiás se prepare para encerrar um ciclo de 20 anos em que muitas promessas foram feitas por parte do governo, mas pouco houve de retorno para a população.
“Goiás agora irá encerrar esse ciclo de 20 anos e dar início a um novo método na política, com base na transparência e no respeito ao dinheiro público. Não é dar prioridade a publicidade em detrimento da saúde”, lembrou o senador ao falar dos gastos do atual governo de R$ 150 milhões ao ano com propaganda, ao mesmo tempo em que 55 mil goianos estão na fila de espera por cirurgias eletivas.
“Esperança nos move a entrar de corpo e alma no projeto de Ronaldo Caiado”, diz Marcelo Melo
O ex-deputado Marcelo Melo (Democratas) afirmou nesta sexta-feira (27/04) ter confiança no papel que Ronaldo Caiado e Wilder Morais poderão desempenhar para que o Entorno do Distrito Federal volte a trilhar o caminho do progresso depois se sofrer com o descaso do atual governo. Para ele, isso o move a se engajar na pré-campanha dos dois.
“O Entorno convive com problemas gravíssimos no transporte, na segurança, na saúde e também geração de empregos. Esperamos que Ronaldo Caiado, nosso futuro governador, e Wilder Morais, que se Deus quiser será reeleito, possam fazer um trabalho de reinserção do Entorno no progresso de Goiás. É essa esperança que nos move a entrar de corpo e alma no projeto de Ronaldo Caiado”, afirmou.
Segundo o ex-deputado, hoje o Entorno é tratado como uma região à parte do Estado. “Tudo é direcionado para Anápolis, Goiânia e Aparecida, como se nós não existíssemos. Aqui são feitos remendos, pequenas ações paliativas, mas ninguém procurou resolver o cerne da questão, que é o desemprego”, criticou.
Para ele, a geração de emprego precisa ser acompanhada também por melhorias na saúde, na segurança e no transporte público. “Grande parcela do Entorno ainda depende do transporte público diário para Brasília. Muitos demoram duas horas para chegar ao trabalho e duas horas para voltar. Essa situação tem de ser encarada e próximo governo terá de abraçar de forma tenaz”, afirmou.
“Podemos fazer de Luziânia uma cidade melhor e de Goiás uma grande potência”, diz vice-prefeita
A vice-prefeita de Luziânia, Professora Edna (Pros), defendeu os nomes de Ronaldo Caiado e Wilder Morais como os melhores para fazer a transformação que Goiás precisa, especialmente no Entorno do Distrito Federal. Para ela, apesar da relevância de Luziânia para o Estado, a cidade não recebe a atenção que deveria.
“Luziânia está em uma região muito carente. A visita do futuro governador para ver de perto as necessidades é muito importante para nós, que acreditamos que eles poderão fazer dela uma cidade melhor e de Goiás uma grande potência”, afirmou.
Hoje ela relata que o transporte público é um grande gargalo, bem como a saúde pública. “Temos uma demanda grande na saúde. Precisamos encaminhar pacientes de média e grande complexidade para a capital mesmo estando próximos ao Distrito Federal. Eu, enquanto vice-prefeita, acredito no projeto de Ronaldo Caiado e Wilder Morais para Goiás. Os dois são os melhores nomes que temos”, defendeu.
Produtores rurais apoiam Caiado em visita a Luziânia
Os senadores Ronaldo Caiado e Wilder Morais, ao lado do presidente da Faeg, José Mário Schreiner, também participaram de um encontro com produtores rurais na Central de Associações de Pequenos Produtores Rurais de Luziânia e Região (Caprul), onde o pré-candidato ao governo rememorou as lutas que enfrentou ao longo de sua trajetória para defender os pequenos produtores.
“Tenho orgulho de representar o setor rural, eu sei o que é a realidade do campo. Em 1986, quando muitos produtores estavam endividados com banco, eu podia ficar só atendendo no meu consultório de médico. Mas o que fiz foi caminhar por todo o Brasil para enfrentar os banqueiros e renegociar as dívidas dos pequenos produtores. Foi assim que demos condições para que continuassem a trabalhar”, lembrou.
A luta de Ronaldo Caiado continuou ao longo de seus cinco mandatos como deputado federal, e agora como senador. “Nunca me acovardei quando os pequenos produtores precisaram de mil. Isso porque sempre tive a consciência de que o Brasil só sairia das dificuldades se tivesse capacidade de produzir. O Brasil hoje é o maior exportador do mundo porque houve investimento em tecnologia e a ciência”, afirmou.
No discurso que fez aos produtores, Wilder Morais também falou de seu compromisso com o setor e da força dele para a economia brasileira. “Em meus seis anos de mandato já destinei mais de 66 máquinas agrícolas para os municípios, e deixo aqui meu compromisso de renovar a frota de máquinas agrícolas. O setor rural é o que segurou a economia nacional em tempos de crise”, reforçou.
Entrevista Ronaldo Caiado
O senador Ronaldo Caiado falou um pouco de seus projetos para Goiás e de como pretende recolocar a região do Entorno no caminho do desenvolvimento. Para o democrata, o dinheiro público precisa ser bem empregado e o gasto público acompanhado de perto pelo cidadão.
O que está faltando para Goiás na sua opinião, senador?
Transparência na gestão. Para onde vai o dinheiro público? Para as mãos de quem? Quais as pessoas beneficiadas? O dinheiro é para atender as necessidades da população ou para algumas pessoas que estão no poder há 20 anos? Quantas vezes o Entorno foi iludido com obras que nunca foram realizadas? A sociedade quer outro modelo de gestão e é por isso que o atual ciclo está se encerrando. O goiano quer transparência, dignidade, competência gerencial e autoridade moral para enfrentar os problemas. Só assim a população do Entorno terá acesso a transporte, saúde e educação.
Precisamos então de um novo Goiás?
Exatamente. Quais as realizações desse governo do últimos anos para o Entorno? A população sofre aqui com falta de água na torneira, com insegurança, com a saúde precária. É total a incapacidade de atender as crianças desde nascimento até ensino fundamental. Temos o desejo de dar às crianças garantias para estarem nas creches, receberem alimentação e terem acompanhamento educacional. Temos de priorizar as crianças. Queremos tirá-las das mãos dos traficantes e colocá-las nas mãos dos professores. Esse é o grande desafio para Goiás e o Entorno.
Como será sua relação com os prefeitos, caso vença as eleições?
O Congresso nos ensina que ninguém decide nada sem apoio da maioria. Você aprende a entender que é apenas uma parte de um todo. Para estar ali é preciso ter conteúdo, preparo, humildade e capacidade de argumentação para aprovar um projeto. Se chegar ao governo os prefeitos podem ficar tranquilos porque não vou exigir que se filiem ao meu partido para serem atendidos. Todos terão meu respeito. Hoje o governo se utiliza verba da Celg para escolher qual o município que receberá verba. A distribuição tinha de ser igualitária.O dinheiro é público. Veja a situação que vivemos. Essa retaliação que prejudica a população.